O Grupo Boticário lançou 16 compromissos para o Futuro. Segundo Mariana Scheffer Cavanha, gerente de sustentabilidade do grupo, o desafio é que até 2030 o único impacto causado pela operação da empresa seja positivo. Um dos compromissos é o de “mapear e solucionar 150%” todo o resíduo sólido gerado na cadeia. Ou seja, ir além do impacto causado pela operação da empresa. “Nossas ações para fomentar a economia regenerativa começam desde a escolha das nossas embalagens, passando pelo desenvolvimento dos nossos produtos, na logística, ponto de venda e no fomento do retorno das embalagens pós consumo”, diz. 

Atualmente, o Programa Boti Recicla é o maior programa de Logística Reversa em número de pontos de coleta no Brasil no mercado de beleza, com mais de 4 mil pontos, exemplifica. Hoje a empresa já tem no portfólio produtos desenhados com embalagens 100% recicladas. No ano de 2020, 58% das embalagens lançadas tinham estas características. 

Temos frentes de pesquisa que também trazer soluções sustentáveis super significativas, como exemplo temos um projeto que tem como objetivo reutilizar lixo plástico retirados dos rios e praias e produzir embalagens”, destaca Mariana. 

Papel do consumidor
O elo mais importante no desenvolvimento da economia circular é o consumidor, acredita Augusto Cruz, consultor, escritor e especialista em ESG. “As pessoas precisam refletir e rever a maneira como consomem, buscando rever práticas, consumir menos e buscar opções que tenham ciclos de vida mais conscientes”, diz. 

Um fator que deve facilitar a implantação dos conceitos da economia circular está nos padrões de consumo das novas gerações, destaca Augusto Cruz. “Cada vez mais, as novas gerações desenvolvem mais maturidade em relação a questões ligadas à sustentabilidade nas suas mais diversas vertentes. As escolas discutem questões ambientais e injustiças sociais muito mais do que no passado. Estas são realidades muito mais presentes do que antigamente. Crianças tem muito mais maturidade em relação a essas questões”, avalia. 

Antes de chegar à economia circular, precisamos evoluir para um consumo mais sustentável”, avalia. “Tem um dado em relação a roupas que mostra que as pessoas usam em média 6x cada roupa comprada. E o lixo de moda é ruim porque demora muito a ser consumido, demora para se consumir”, comenta. “Por mais que diga que vai doar, impacta muito. Moda usa muita tinta, água para a produção dos tecidos e a gente vai consumindo cada vez mais”, destaca.  Para Cruz, neste sentido, os desafios relacionados à sustentabilidade estão conectados.

O escritor é um dos participantes do I Fórum ESG Salvador, que acontece hoje e amanhã no Porto de Salvador. No primeiro dia, a programação será restrita a convidados, mas amanhã o fórum será aberto ao público. As inscrições estão abertas pelo endereço: bit.ly/esgforumsalvador2022. 

O I Fórum ESG Salvador é um projeto realizado pelo Jornal Correio e Alô Alô Bahia com o patrocínio da Acelen, Unipar, Yamana Gold, Bracell, BAMIN, Socializa e Suzano, apoio institucional da Prefeitura Municipal de Salvador e Sebrae, apoio de Contermas, Battre, Termoverde, Terra Forte, Hela, Retec, Ciclik, Larco, Grupo LemosPassos, Fundação Norberto Odebrecht e Hiperideal, parceria de Vini Figueira Gastronomia, Fernanda Brinço Produção e Decoração, Uranus2, TD Produções, Vinking e Suporte Eventos.